[Tese] A Invenção dos Quadrinhos: Teoria e Crítica da Sarjeta

Recentemente defendi minha tese de doutoramento no programa de pós-graduação em Literatura na Universidade Federal de Santa Catarina. Quem diria… uma tese sobre quadrinhos. Foram 5 anos de trabalho (2010-2015). Como prometido está aí para download a versão final. 

SINOPSE


A invenção das histórias em quadrinhos é a história suja de sua categorização, daquilo que as leituras procuraram descartar quando partiram para a definição do que são os quadrinhos. Por isso, será tarefa de uma teoria da sarjeta a investigação das estratégias por trás das supostas essências, formas e funções das HQs. Partindo da experiência na primeira metade do século XX, através da relação com a infância, o horror nas campanhas antiquadrinhos e o dispêndio nos postulados sobre a cultura de massa, deparamos-nos, a partir dos anos 1960, com as invenções de uma artisticidade dos quadrinhos através dos conflitos com o mundo da arte (na Pop Art, Lowbrow Art e exposições), do surgimento de uma disposição autoral, da quadrinhofilia institucionalizada (da vanguarda acadêmica ao culto da nostalgia) e do erotismo das publicações de luxo. Tal revisão histórica desencadeará uma necessária reconsideração teórica do que se traçou sobre os quadrinhos entre texto e imagem, sequencialidade e simultaneidade, figuração e narração, grade e quadrinho. Uma análise radical da montagem, enfim, das potencialidades desprezadas pelas invenções de uma categoria quadrinhos. Em resposta estão a teoria e a crítica da sarjeta: o estudo de uma percepção que legou às histórias em quadrinhos a sarjeta, uma crítica erigida sobre a ideia de que o que está na sarjeta é o sintoma de uma possibilidade, uma potência. Será, portanto, ao que está à sarjeta das invenções categorizantes das histórias em quadrinhos que esta tese se dedicará.


CAPÍTULOS

1 Introdução: O que falta inventar?

2 Desconhecendo os quadrinhos

      2.1 As aventuras do Inominável

      2.2 A estranha essência da forma e da função

          2.2.1 A indefinição possível

          2.2.2 Incomunicabilidade

      2.3 A HQ irredutível

3 Experiência pelos quadrinhos

      3.1 Infância

      3.2 Horror

      3.3 Dispêndio.

4 Quadrinhos em arte

      4.1 Uma história da artimanha

          4.1.1 Do Pop ao Low

          4.1.2 Os quadrinhos estão expostos

      4.2 O objeto assinatura

          4.2.1 O autor (des)encontrado

          4.2.2 A caligrafia de um quadrinista

          4.2.3 Três linhas dos quadrinhos autorais

          4.2.4 O gesto da autoria

      4.3 Quadrinhofilia

      4.4 A arte do erotismo

          4.4.1 Arte em quadrinhos

5 O traço narrativo

      5.1 Imagetexto, textimagem

      5.2 Narrativa

6 A montagem nos quadrinhos

7 Teoria da sarjeta

      7.1 Alegoria dos não-quadrinhos

          7.1.1 O negro

          7.1.2 O insano

          7.1.3 O inferno

      7.2 Quadrinhos na sarjeta

          7.2.1 Crítica da sarjeta

8 Considerações finais: O jogo que inventei


PRÓLOGO EM QUADRINHOS 

com desenhos de Wellington Conegundes da Silva



TESE PARA DOWNLOAD
 

(basta clicar em cima da imagem)


Boa leitura!